Tenho duas histórias para contar sobre a Internet em Portugal. Infelizmente não são muito lisonjeadoras.
A primeira coisa foi que mal cheguei a Portugal reparei que a ligação à internet da Netcabo que temos há muito tempo andava lenta. Fiz uns testes e descobri que aí uns 20% dos pacotes IP se perdiam na ligação entre a rede da Netcabo e as redes exteriores a que se liga. Quando liguei a queixar-me disso a resposta foi que como já era fora da rede deles, não tinham nada a ver com o assunto.
Quando a discussão com a pessoa que atendeu o telefone já não ia a lado nenhum pedi para me chamarem o superior. Esse aceitou verificar o problema e já ligaram de volta a pedir informações. Mas mesmo o superior me dizia que no contrato só asseguravam o serviço dentro da rede da Netcabo. Isto está de certeza errado porque eu estou a pagar acesso à Internet, não é à rede da Netcabo, por isso o serviço tem de estar assegurado até à ligação com o exterior. A partir daí é que podem não guarantir serviço. Muita gente se queixa da fiabilidade da Netcabo mas tem funcionado bem desde que a temos. Entre isto, os limites de tráfego e a velocidade fraca está na altura de mudar para o Clix.
A segunda história começou quando a Caixa Geral de Depósitos mudou o aspecto do serviço de banca pela net. Ficou com muito melhor aspecto, mas deixou de se conseguir utilizar em Firefox. O costume, dependem de um bug qualquer do Internet Explorer e depois só funciona aí. Lá me queixei eu e mais um monte de gente e segundo eles o problema foi resolvido. Realmente melhorou, mas continuava a existir. Eles diziam que não e telefonavam-me a dar instruções para mudar opções que não existem no Firefox, tipo a treta dos níveis de segurança do Explorer[1].
Ontem o mistério foi finalmente resolvido. O site tinha problemas porque só funciona com um determinado tamanho da fonte. Como tinha configurado o browser para nunca mostra fontes abaixo de um determinado tamanho isso estragava a página. Quando perguntei porque faziam isso disseram-me que era por razões que não podiam divulgar. Até acho isso bem, porque não quero que o meu banco ande por aí a divulgar a incompetência dos seus serviços técnicos.
[1] O Internet Explorer só tem um nível de segurança: ridiculamente inseguro. Em 2004 só houve 7 dias em que não era conhecido nenhum bug de segurança sem solução para o Explorer. Quer dizer que em todos os outros dias do ano era impossível usar o Internet Explorer em segurança. Em contrapartida o Firefox teve 26 dias desses. Continuam a ser muitos mas a comparação é brutal.
