Conceito de Arrumação

Alguém que me conhece desde que nasci disse depois de visitar a minha nova casa que julgava que era uma pessoa mais arrumada. Mesmo tendo em conta que me tinha mudado há pouco tempo e ainda não tinha tudo no seu sítio ou sítio para tudo, é verdade que não tenho a tendência a manter as coisas cuidadosamente alinhadas e "arrumadas".

Quando falamos em arrumação estamos geralmente a falar de uma propriedade visual das coisas que somos capazes de medir num relance. É uma medida de complexidade visual mas não necessariamente real. As duas coisas estão geralmente correlacionadas e é por isso que usamos a simplificação.

Há coisas que poderia manter mais arrumadas visualmente sem que isso trouxesse qualquer vantagem real. Podia passar a dobrar as t-shirts em vez de as atirar sem critério para dentro da gaveta ou não ter vinte coisas dispersas sobre a secretária. Nada disto pouparia mais tempo do que gastaria.

O critério de arrumação visual não tem em conta o princípio de Pareto (regra do 80/20). Aponta-nos para uma solução de 100%. Volta e meia percebo que a secretária está demasiado obstruída ou que preciso de tratar da roupa mas só face à necessidade é que arrumo[1].

O resultado final disto é o optimizar da função em detrimento da forma. Fazê-lo de outra maneira seria ficar escravo de um critério visual que só existe como aproximação de algo subjacente. Mais vale saltar esse passo.

[1] Pode-se entender isto como um modelo pull em vez de push tal como no Lean Manufacturing.

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