Já passaram 3 meses, quase 2000 premires do botão e 15GB de fotos desde que tive a minha nova paixão. Agora que já a conheço melhor está na altura de escrever alguma coisa.
Antes da Minolta 5D usava uma Ixus 40. As diferenças são grandes e claro que não trocava de volta mas as máquinas pequenas também têm vantagens. A que mais diferença me faz é que antes tirar uma foto era algo normal que pouca gente notava. Agora, muitas vezes, trazer a máquina à cara altera a própria cena por trazer muita atenção e comentários. Paciência.
As grandes vantagens que notei no digital foram:
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A conveniência de ter as fotos disponíveis no computador horas ou minutos depois de as tirar e sem precisar de ir a algum lado levar um rolo e pensar que é desta que vão perder aquela foto porreira que tirei hoje.
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Descobrir rapidamente que a foto porreira que acabei de tirar afinal está desfocada, sobre-exposta e tremida. Tirar outra foto, corrigir duas destas coisas, repetir até ficar bem. Neste ponto descubro que tenho uma foto focada, bem exposta e nada tremida mas que não deixa de ser uma má foto. Descubro tudo isto em 5 minutos e é experiência que conta para a próxima.
Por outro lado há desvantagens:
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A coisa mais ouvida depois de se tirar uma foto a alguém é: "É digital? Deixa ver!". Se eu fosse um tipo social sabia aproveitar-me disto, como não sou...
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A gama dinâmica dos sensores digitais é menor que a das películas tradicionais, principalmente do slide mas também do negativo. O que isto quer dizer é que é mais difícil capturar cenas de grande contraste de luz forte e sombra, como o pôr-do-sol. O facto de se poder ver logo a foto ajuda mas não deixa de ser mais difícil.
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Os sensores digitais são muito sensíveis a sobre-exposição, produzindo zonas completamente brancas e contornos coloridos (púrpura geralmente). Isto deve-se à mais reduzida gama dinâmica mas também ao facto de que o negativo é muito pouco sensível a sobre-exposição. Vi referido que se pode sobre-expor um negativo 5 stops, ou seja 32 vezes mais luz que o necessário, sem que isso se note. Em contrapartida os sensores digitais têm a tendência a serem muito bons a reter o detalhe nas sombras. Quem não tem medo de processar as fotos mais tarde pode dizer à máquina para sub-expor e depois trabalhar o resultado. Isto é mais fácil em máquinas que permitem obter o ficheiro RAW com os dados brutos vindos do sensor.
Finalmente as grandes vantagens de uma máquina maior e mais pesada, com as lentes correspondentes são:
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Poder trocar a lente e usar uma lente sem zoom mas muito brilhante e sharp é uma grande vantagem. Ter de carregar as lentes, e o trabalho de as trocar é chato, mas foi resolvido com uma bolsa adequada (altamente recomendada). As minhas lentes favoritas são a 100mm e a 24mm. No entanto não gostaria de usar só uma delas.
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Com uma lente luminosa e o sensor grande a profundidade de campo é mais pequena. Isto dá bons retratos em que a cara da pessoa está bem focada e o fundo está completamente desfocado.
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O facto do sensor ser maior permite que apanhe mais luz e que portanto tenha menos ruído. Enquanto que a maior parte das máquinas compactas não vão além dos ISO400 e mesmo assim já com muito ruído, nesta ISO1600 ainda é bastante decente e ISO3200 aceitável embora não muito bom.
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Esta máquina e a sua irmã mais velha são as únicas nesta gama que possuem estabilização do sensor para reduzir o tremer nas imagens. O que isto quer dizer é que em situações de muito fraca iluminação, com a 24mm e a máquina a ISO1600 ou ISO800, chego a casa e descubro que ando a tirar fotos com instantâneos de 1/5 de segundo e a obter fotos impecáveis (Exemplo).
Se estiverem fartos da vossa compacta digital e quiserem algo maior, mais pesado, mais chato de usar mas melhor vejam a Minolta 5D. Na sua classe e na minha opinião é a melhor escolha de todas, batendo as Nikon e Canon equivalentes.
Para quem isto é desinteressante e enfadonho recomendo que vejam antes as fotos que vou tirando. Também é possível comentá-las, embora ninguém o faça.