Aqui na Suécia, sempre que quero ir a algum lado apanho um comboio ou um metro. Antes, para ir a qualquer lado, metia-me no carro e conduzia. Estava sujeito ao estado do trânsito e tinha de estar atento, de fazer alguma coisa para chegar ao destino. Agora meto-me num metro numa estação e saio noutra. O tempo de viagem é previsível e é só deixar-me ir.
A diferença entre conduzir e ser conduzido é muito maior do que parece. Quando estou aborrecido ou preguiçoso o comboio é o sítio perfeito. Tenho a reconfortante sensação de que estou a fazer progresso sem que para isso tenha de fazer o que quer que seja. Quando estou com pressa é enervante, quero tomar o controlo, diminuir o tempo de paragem nas estações, fazer o comboio andar mais rápido.
É daquelas coisas que podemos escolher também na vida. Escolher entre procurar um comboio que nos sirva e nos leve ou conduzirmos nós próprios.

Data: 2005-10-07 15:00:57
Texto:
Por cá, no Dia Europeu Sem Carros todos os transportes públicos foram gratuitos - fartei-me de passear, e aproveitei para me estrear na linha amarela do metro (Câmara de Gaia - Pólo Universitário).
Data: 2005-10-09 04:07:43
Texto:
A grande diferença é que não há grande alternativa a usá-los. Estacionar dentro da cidade é muito difícil.