Hoje, na Aula Magna da Universidade de Estocolmo, esteve José Saramago a falar sobre democracia e a universidade. O evento foi morno embora tenha tido os seus momentos de interesse.
O que mais me impressionou foram as perguntas. Creio que já tinha achado isto noutras ocasiões. Pelo que me pareceu, todas elas eram complicadas, necessitando de uma introdução antes da pergunta em si, e às vezes de clarificação. Eram do tipo de perguntas que fazem com que comecemos a pensar na pergunta e não na resposta.
O assunto era vasto e complicado mas a intervenção inicial de Saramago levantava, pelo menos a mim, perguntas bem mais primárias e elementares do que as que foram feitas.
Saramago disse que era preciso discutir a democracia porque a que temos tem defeitos e explicou alguns deles. Explicou por exemplo que a democracia representativa afasta o cidadão das decisões. No entanto ninguém perguntou algo do género: "Tem alguma sugestão para um melhor modelo de democracia?". Ninguém duvida do que a pergunta quer dizer, e teria interesse saber a resposta. Não para tentar encostar Saramago à parede mas por genuíno interesse.


Data: 2005-10-04 14:45:49
Texto:
[Vim cá parar via Homem Fantasma e já ando por aqui há algum tempo, mas nunca se tinha proporcionado um comentário. Hoje quebrei o silêncio. Aproveito também para uma nota de agrado geral em relação ao blog, que já andei a vasculhar!]
Data: 2005-10-04 17:52:51
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[Obrigado]
Data: 2005-10-04 23:35:02
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Data: 2005-10-05 02:57:46
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Mas não faltou só essa pergunta, faltaram muitas mais. As perguntas que foram feitas eram geralmente complexas, muito vastas; não permitiam respostas incisivas, que fossem fundo no assunto.
Data: 2005-10-05 03:46:15
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beijo
Data: 2005-10-05 04:09:03
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Sempre fui tímido. Muito mais sobre assuntos que não são de todo a minha área.