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		<title>Blog do Pedro</title>
		<link>http://www.pedrocr.net/</link>
		<description>Notícias do fundo, coisas irrelevantes</description>
		<language>pt</language>
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		<title>Pensamento bancário</title>
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		<description>&lt;p&gt;
O Banif tem uma &lt;a href=&quot;http://www.banif.pt/xsite/Particulares/Institucional/NovaImagemBanif.jsp?CH=4682&quot;&gt;nova imagem&lt;/a&gt;. Passou a ser roxo (ou índigo), em forma de escudo e representado por um centauro. Como esforço de marketing está engraçado mas não particularmente arrebatador.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O que achei delicioso é o anúncio com que apresentam esta nova imagem. Vemos um homem a cavalo que se transforma num centauro. Ora este é o tipo de pensamento que cria problemas como a &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/2007_Subprime_mortgage_financial_crisis&quot;&gt;crise de crédito sub-prime&lt;/a&gt;. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Façam o que fizerem os criativos de marketing do Banif não vão conseguir transformar um homem e um cavalo num centauro. Da mesma maneira que façam o que fizerem os criativos da banca não vão transformar alguém sem rendimentos num bom pagador de empréstimos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
PS: Para quem ainda lê isto, peço desculpa pelo hiato.
&lt;/p&gt;
</description>
		<pubDate>Tue, 22 Jan 2008 12:37:00 +0000</pubDate>
	</item>
	<item>
		<title>Táxis</title>
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		<description>&lt;p&gt;
É raro o dia em que não ando pelo menos uma vez de táxi. É uma experiência dolorosa. Os táxis não são transportes públicos, são habitações particulares que se mexem e nas quais se intrometem passageiros.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Entrar num táxi em Portugal (especialmente em Lisboa) é ver em primeira mão o que o uso excessivo e fraca manutenção pode fazer a um carro que quando virou táxi já era velho. Falamos geralmente de um Mercedes dos anos 80 com meio milhão de quilómetros percorridos, sujo, com uns bancos de couro já muito roçado, os cintos meios estragados e algumas modificações especiais como um suporte para a caneta e um buraco no assento para o bloco dos recibos. O motor faz um ruído estranho acima das 3500 rotações e o diferencial traseiro está a dois dentes de ter uma falha total e nos atirar a 150 para a berma da A5, ali quem desce a entrar em Lisboa com uma bela vista rodopiante sobre o Casal Ventoso e o aqueduto, alternadamente.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O taxista típico tem 50 anos e fazia outra coisa qualquer antes de ter de se resignar a conduzir um táxi. Durante 12 horas por dia fuma, fala ao telefone, houve rádio e também conduz mal a alta velocidade enquanto insulta o trânsito, os peões e os outros condutores. Ganha à percentagem do taxímetro talvez um pouco mais de 1000€ brutos por mês. Não sei se paga impostos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Este mercado regulado e de difícil entrada existe aparentemente para garantir o nivelamento por baixo da qualidade. Há limitação tanto nos táxis como nos condutores, imagina-se que para garantir que nada melhor possa substituir a situação que temos agora. Estamos entregues a operadores que rentabilizam vários carros podres 24 horas por dia com condutores por turnos. Se aos 60% do taxímetro tirarmos o preço da má manutenção é bom negócio ter uma destas licenças.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Também há taxistas correctos (alguns) e carros bons (poucos). Conseguir uma destas coisas é como ganhar a pequena lotaria do dia-a-dia. São mais uns minutos de esperança de vida e a sensação de que por momentos batemos uma qualquer jogo perverso que no longo prazo estamos destinados a perder.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A situação que temos é inaceitável. O mercado tem de ser aberto e devidamente regulamentado. Ninguém sofre mais com isto do que os próprios taxistas. São eles que vivem esta situação 12 horas de exploração de cada vez. No entanto são também eles que mais reagem contra alterações ao sector. É mais um problema de não &lt;a href=&quot;/trivialidades/maximos_locais_e_globais&quot;&gt;optimização para o máximo global&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;
</description>
		<pubDate>Sun, 07 Oct 2007 21:23:00 +0000</pubDate>
	</item>
	<item>
		<title>Máximos locais e globais</title>
		<link>http://www.pedrocr.net//trivialidades/maximos_locais_e_globais.php</link>
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		<description>&lt;p&gt;
Hoje fui ao judo pela primeira vez desde que voltei a Lisboa. Já cá estou há três meses mas como trabalho até tarde ainda não tinha conseguido. Depois do treino voltei cansado e incrivelmente bem disposto. Imagino que as endorfinas tenham evoluído para nos manter bem dispostos depois de uma fuga alucinante de um tigre de dentes de sabre. Hoje em dia são uma droga como qualquer outra.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Tenho quase a certeza que amanhã vou ser mais produtivo que o normal. Quanto não sei, mas imagino[&lt;a href=&quot;#maximos_locais_e_globais_1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;] que o suficiente para compensar o que teria feito hoje se tivesse ficado até mais tarde. Fizesse eu isto duas vezes por semana e talvez o resultado líquido em trabalho produzido fosse superior ao actual.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Temos muita dificuldade em fazer este tipo de melhorias globais. Tendemos a tomar decisões olhando só para o momento corrente. Paradoxalmente[&lt;a href=&quot;#maximos_locais_e_globais_2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;], mesmo depois de fazermos uma análise deste género e estarmos racionalmente convencidos da solução melhor, não a escolhemos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Já percebemos que as árvores que vemos formam uma floresta e entendemos o que isso implica. Mesmo assim falta algo que nos empurre a tomar a decisão que racionalmente já sabemos estar certa.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a name=&quot;maximos_locais_e_globais_1&quot;&gt;[1]&lt;/a&gt; E aqui estou a inventar números para chegar ao ponto que quero. A conclusão é que usar este tipo de droga é bom para a disposição mas não deve ser abusado em situações que necessitem de análise séria ou cálculo matemático. Felizmente apesar de o número de dentes do tigre ser primo e potência de dois é um número suficientemente pequeno para não fazer diferença.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a name=&quot;maximos_locais_e_globais_2&quot;&gt;[2]&lt;/a&gt; Palavra de seis sílabas para &quot;por sermos estúpidos&quot; (resultado líquido de menos uma sílaba).
&lt;/p&gt;
</description>
		<pubDate>Tue, 19 Jun 2007 01:06:00 +0000</pubDate>
	</item>
	<item>
		<title>Conceito de Arrumação</title>
		<link>http://www.pedrocr.net//trivialidades/conceito_arrumacao.php</link>
		<guid>http://www.pedrocr.net//trivialidades/conceito_arrumacao.php</guid>
		<description>&lt;p&gt;
Alguém que me conhece desde que nasci disse depois de visitar a minha nova casa que julgava que era uma pessoa mais arrumada. Mesmo tendo em conta que me tinha mudado há pouco tempo e ainda não tinha tudo no seu sítio ou sítio para tudo, é verdade que não tenho a tendência a manter as coisas cuidadosamente alinhadas e &quot;arrumadas&quot;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Quando falamos em arrumação estamos geralmente a falar de uma propriedade visual das coisas que somos capazes de medir num relance. É uma medida de complexidade visual mas não necessariamente real. As duas coisas estão geralmente correlacionadas e é por isso que usamos a simplificação.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Há coisas que poderia manter mais arrumadas visualmente sem que isso trouxesse qualquer vantagem real. Podia passar a dobrar as t-shirts em vez de as atirar sem critério para dentro da gaveta ou não ter vinte coisas dispersas sobre a secretária. Nada disto pouparia mais tempo do que gastaria.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O critério de arrumação visual não tem em conta o &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Pareto_principle&quot;&gt;princípio de Pareto&lt;/a&gt; (regra do 80/20). Aponta-nos para uma solução de 100%. Volta e meia percebo que a secretária está demasiado obstruída ou que preciso de tratar da roupa mas só face à necessidade é que arrumo[&lt;a href=&quot;#conceito_arrumacao_1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;]. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O resultado final disto é o optimizar da função em detrimento da forma. Fazê-lo de outra maneira seria ficar escravo de um critério visual que só existe como aproximação de algo subjacente. Mais vale saltar esse passo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a name=&quot;conceito_arrumacao_1&quot;&gt;[1]&lt;/a&gt; Pode-se entender isto como um modelo &lt;i&gt;pull&lt;/i&gt; em vez de &lt;i&gt;push&lt;/i&gt; tal como no &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Lean_manufacturing&quot;&gt;&lt;i&gt;Lean Manufacturing&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;
</description>
		<pubDate>Fri, 08 Jun 2007 03:05:00 +0000</pubDate>
	</item>
	<item>
		<title>Fontes de stress desnecessário</title>
		<link>http://www.pedrocr.net//trivialidades/stress_desnecessario.php</link>
		<guid>http://www.pedrocr.net//trivialidades/stress_desnecessario.php</guid>
		<description>&lt;p&gt;Há fontes de stress perfeitamente legítimas, coisas importantes, sem remédio. Piores são as evitáveis, desnecessárias:
&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
No supermercado, mal acabam de passar as compras pelo leitor é preciso pagar. Mas também é preciso ensacar as compras. Invariavelmente não sou suficientemente rápido e quando paro para pagar ainda está quase tudo fora. Mal pago começam a ser registadas as compras da pessoa seguinte e lá fico em contra-relógio.
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
Passo a vida a receber convites para me juntar a redes de contactos. Não tenho conta em nenhuma delas nem ambiciono ter mas custa-me ignorar os convites dos amigos para me juntar.
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
Querer escrever um post no blog e não ter tempo, assunto ou disposição.
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
</description>
		<pubDate>Thu, 24 May 2007 00:47:00 +0000</pubDate>
	</item>
	<item>
		<title>Absoluto e Derivada</title>
		<link>http://www.pedrocr.net//trivialidades/absoluto_e_derivada.php</link>
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		<description>&lt;p&gt;
Já vai pra dez anos que as minhas tias e avós acham que estou mais magro sempre que me vêem. Acham também que estou magro demais. Está mal em absoluto e em derivada. O problema é que isso não é de todo sustentável. Nesse tempo todo o meu peso variou muito pouco e vai subindo e descendo. De outra maneira já teria desaparecido.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A impressão geral dos políticos é que são maus e estão a piorar, mas isso mais uma vez não é sustentável. Esta é também uma opinião comum entre os artistas que fazem variadas obras em casa. &quot;O tipo que veio antes era horrível e isto só tem piorado.&quot; No entanto as nossas casas não caem e os esgotos esgotam.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Apesar de não poder estar certo continua a impressão que a primeira derivada da função é consistentemente negativa. Tenho um peso normal para a altura, o país não abriu falência e as coisas continuam a funcionar. Pode ser que esteja errado e que a derivada destas funções seja realmente negativa mas suficientemente baixa. Estamos a declinar, mas devagar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Dá a ideia que são tudo situações em que a avaliação é altamente selectiva e só repara nos pontos de variação negativa. Ninguém liga quando ganho um bocadinho de peso, ninguém acredita no político sério, toda a gente esquece o esgoto que funciona. Quando só nos lembramos das descidas, tudo parece uma falésia.
&lt;/p&gt;
</description>
		<pubDate>Tue, 27 Mar 2007 16:38:00 +0000</pubDate>
	</item>
	<item>
		<title>Posição do Não</title>
		<link>http://www.pedrocr.net//textos/posicao_do_nao.php</link>
		<guid>http://www.pedrocr.net//textos/posicao_do_nao.php</guid>
		<description>&lt;p&gt;
Há várias e variadas posições do não no referendo de Domingo. Algumas destas posições são inconsistentes ou facilmente rebatíveis.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A ilegalidade da prática tal como a lei corrente a define é tão insustentável que nem tribunais, nem a população, nem sequer os próprios movimentos do Não chegam a defender a aplicação real da lei. O resultado disto é um debate inquinado em que a defesa da lei corrente é feita por gente que na realidade não acredita nela e não a aplicaria. Marcelo Rebelo de Sousa é o caso mais visível disto.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Creio que foi mesmo MRS que chegou ao cúmulo de dizer que os apoiantes do Sim tinham tido a jogada de mestre, depois do outro referendo, de fazer com que houvesse julgamentos pela lei existente. Isto supostamente terá causado reacção na opinião pública e favorecido o Sim. Ou seja, os sacanas do Sim aplicaram a lei existente[&lt;a href=&quot;#nota_posicao_nao_1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;], apoiada pelo Não! Isso realmente é desonesto. Os movimentos do Não andam a querer enterrar a cabeça na areia. São contra a despenalização mas nenhum deles é coerente e pede que a lei seja aplicada e vá parar gente à cadeia.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Muitos dos partidários do Não vêm a terreiro dizer que o que é preciso fazer é planeamento familiar ou promover a contracepção. Este argumento é insidioso porque parece querer dizer que os partidários do Sim querem que o aborto se torne num mecanismo normal que os substitui. Não querem. Ninguém é a favor do aborto, só se está a votar a despenalização. O planeamento familiar e a contracepção são coisas que devem ser promovidas de qualquer maneira e são completamente ortogonais à questão referendada. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A posição do Não também é altamente inconsistente em dois pontos muito importantes. Primeiro, &lt;a href=&quot;http://causa-nossa.blogspot.com/2007/01/um-pouco-mais-de-coerncia-pf.html&quot;&gt;como disse Vital Moreira&lt;/a&gt;, se o aborto é a morte de um ser humano então temos é de unificar a lei e tornar tudo crime de homicídio. Paralelamente se o aborto deve ser ilegal com o argumento de que se está a tirar uma vida as excepções na lei corrente são insustentáveis[&lt;a href=&quot;#nota_posicao_nao_2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;].
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Se vamos argumentar que às dez semanas o feto já é merecedor de protecção como vida humana então não faz sentido que haja uma excepção a esta protecção no caso de ter sido gerado por violação. Todos concordamos que uma violação é uma coisa horrível[&lt;a href=&quot;#nota_posicao_nao_3&quot;&gt;3&lt;/a&gt;] mas não pode ser justificação para homicídio.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O que mais me impressiona no debate é esta falta de convicção real do Não. Querem que a lei fique na mesma mas não fazem força para que seja aplicada. Dizem que estão nisto pelos valores de protecção da vida, mas se realmente acreditassem nisso não se contentavam com que num papel qualquer dissesse que o aborto é ilegal; estariam a fazer campanha para que houvesse policiamento e condenações; seriam contra as excepções da lei. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O Não está conformado ao estado actual das coisas. Querem que a lei diga que o aborto é ilegal por um sentido moral apenas formal. A lei é só um papel. Se tivessem realmente essa convicção que dizem não lhes chegaria uma lei que não é aplicada.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
[&lt;a name=&quot;nota_posicao_nao_1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;]Não sei se isto aconteceu ou não. Mas se aconteceu é fantástico que só mesmo os apoiantes do Sim e como táctica aplicassem alguma vez esta lei.&lt;br /&gt;
[&lt;a name=&quot;nota_posicao_nao_2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;]Neste ponto a Igreja Católica parece ser consistente ao ser contra as excepções.&lt;br /&gt;
[&lt;a name=&quot;nota_posicao_nao_3&quot;&gt;3&lt;/a&gt;]Mais uma vez se admite que não há psicopatas entre os leitores.&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt;
</description>
		<pubDate>Fri, 09 Feb 2007 23:40:00 +0000</pubDate>
	</item>
	<item>
		<title>Referendo do Aborto</title>
		<link>http://www.pedrocr.net//textos/referendo_do_aborto.php</link>
		<guid>http://www.pedrocr.net//textos/referendo_do_aborto.php</guid>
		<description>&lt;p&gt;
Vamos em breve referendar a despenalização do aborto. Creio que não é preciso argumentar que a contracepção é legítima e o homicídio ilegal[&lt;a href=&quot;#nota_1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;]. O aborto ocorre entre a concepção e o nascimento pelo que algures aqui no meio passamos da legitimidade para a ilegalidade. A diferença entre o Não e o Sim é só uma questão técnica. Argumentam em que ponto começa a vida e daí deduzem até quando (se de todo) deve ser permitido abortar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O único debate necessário para responder estritamente à pergunta é se a vida começa antes ou depois das dez semanas. Na realidade este debate raramente se faz. Definir em que ponto uma vida pode ser considerada um ser humano é essencialmente uma questão de opinião, não há uma resposta científica para o problema. Por isso o debate do referendo tornou-se antes numa discussão sobre os resultados práticos da lei.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Não tenho uma resposta sobre quando começa a vida. Não sei se as dez semanas são muito ou pouco. Acho é que podemos todos concordar que o objectivo é reduzir o número de abortos. A situação corrente é que o aborto embora ilegal continua a existir clandestinamente e sem condições ou controlo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Porque não sei ter a certeza quando é que um aborto é um homicídio acho que a única solução viável é tentar reduzir a sua prática e é por isso que defendo a despenalização. Temos que atacar o problema às abertas em vez de nos contentarmos com termos uma prática subterrânea que existe porque vai contra uma lei que ninguém aplica. E se com isso conseguirmos reduzir o número de abortos[&lt;a href=&quot;#nota_2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;] não vejo como mesmo os apoiantes do Não possam discordar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
[&lt;a name=&quot;nota_1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;] Admito que não há nem psicopatas nem padres entre os leitores.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
[&lt;a name=&quot;nota_2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;] Naturalmente não está provado que tal acontecerá.
&lt;/p&gt;
</description>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2007 22:38:00 +0000</pubDate>
	</item>
	<item>
		<title>Telemóveis e aviões</title>
		<link>http://www.pedrocr.net//trivialidades/telemoveis_e_avioes.php</link>
		<guid>http://www.pedrocr.net//trivialidades/telemoveis_e_avioes.php</guid>
		<description>&lt;p&gt;
Sempre achei idiota o facto de ter de se desligar os telemóveis quando se voa. Das duas uma, ou não há perigo e o aviso não faz sentido ou são realmente um problema e então é preciso é tornar os aviões seguros. Pelos vistos é &lt;a href=&quot;http://www.airliners.net/discussions/general_aviation/read.main/3194913/&quot;&gt;a segunda hipótese&lt;/a&gt;. 
&lt;/p&gt;
</description>
		<pubDate>Fri, 12 Jan 2007 23:29:00 +0000</pubDate>
	</item>
	<item>
		<title>Casino Royale</title>
		<link>http://www.pedrocr.net//trivialidades/casino_royale.php</link>
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		<description>&lt;p&gt;
Fui ver o último 007 e é um bom filme. Ou melhor, é um bom 007. Há filmes de acção melhores e histórias de amor bem melhores. &lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/name/nm0185819/&quot;&gt;Daniel Craig&lt;/a&gt; faz um bom papel, mais moderno e simples mas menos polido que &lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/name/nm0000112/&quot;&gt;Pierce Brosnan&lt;/a&gt; ou o ainda rei &lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/name/nm0000125/&quot;&gt;Sean Connery&lt;/a&gt;. No próximo filme provavelmente melhorará.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/name/nm1200692/&quot;&gt;Eva Green&lt;/a&gt; moderniza ainda mais a Bond Girl tirando ao conceito mais um bocado do seu lado misógino (ainda sobra bastante). &lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/name/nm0586568/&quot;&gt;Mads Mikkelsen&lt;/a&gt; faz um vilão competente embora seja uma figura menor que o costume. Talvez seja o 007 menos monumental o que é natural já que representa o começo do personagem.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O mito da série 007 acaba por ser maior que a realidade. São uns filmes que entretêm e que ultimamente têm sido visualmente muito ricos. Quando olhamos para trás vemos que não se transformam em grandes clássicos. São porreiros para ver numa tarde de Domingo.
&lt;/p&gt;
</description>
		<pubDate>Fri, 15 Dec 2006 03:07:00 +0000</pubDate>
	</item>
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