Arquivo: Fevereiro de 2006

Sinais Exteriores de Beleza

Tenho uma amiga que acha giríssimo que eu lhe diga que se devem cortar as unhas pela marca que elas trazem. Pelo risco branco. Acha giro por ser disparatado. Eu corto as unhas em quaisquer 5 minutos e ficam decentes. Ela paga alguém para as tratar durante uma hora. Na minha ingenuidade achei que quem tinha mais cuidado cortava as unhas em 15 minutos em vez de cinco e fazia um serviço perfeito. Pelos vistos há todo um outro nível.

Das unhas fomos para as sobrancelhas e como arranca metade com cera para ficarem com um formato aprumado. E o que me chateia nisto é que provavelmente se não o fizesse eu notaria a diferença. Assim parece-me demais mas há um ponto óptimo qualquer.

Caso mais gritante é a depilação. Os homens geralmente não fazem mas não sou capaz de imaginar o resultado das mulheres deixarem de fazer. De onde vem a diferença não sei.

PS: E agora vou fugir para bem longe não vá um qualquer movimento feminista acusar-me de estar a oprimir as mulheres só por estar a apontar coisas que elas já fazem. :)

Leis do Mundo

Passei a semana a esquiar. A actividade pode resumir-se à seguinte equação:

Conservação de Energia
Conservação de Energia

O lado esquerdo corresponde à energia cinética: metade da massa vezes a velocidade ao quadrado. O lado direito corresponde à energia potencial gravítica: massa vezes a gravidade vezes a altura. A relação é então independente da massa. Compra-se um cartão que dá direito a usar uns teleféricos para subir a montanha, acumulando-se assim energia potencial gravítica. Depois vem-se por ali abaixo (mal ou bem) convertendo essa energia em energia cinética (velocidade).

Se esta relação se verificasse assim mesmo, admitindo que uma dada montanha tem 500 metros de altura, a velocidade resultante estaria por volta dos 100 m/s ou 360 km/h. Felizmente não cheguei nem perto disso. Tanto a resistência do ar como o atrito dos skis servem para manter a velocidade a níveis razoáveis. As paragens abruptas contra um monte de neve vão sendo evitadas.

O ski é mesmo isto. A energia necessária para descer a montanha está toda acumulada no campo gravítico. O truque é descer a montanha a uma velocidade controlada sem fazer esforço nem cansar. Quando o professor nos esteve a ajudar a melhorar as posições e movimentos necessários para esquiar ajudou saber um pouco sobre força centrífuga, atrito, reacção normal, etc.

Tudo isto me fez lembrar a professora de Física do secundário. Uma excelente professora que reunia as qualidades de saber bem o que estava a ensinar, explicá-lo bem e ter paciência para me aturar. Fez-me gostar muito desta ciência que com poucas leis explica tanto. Explica o funcionamento do mundo de forma compacta e elegante. Em contraste com isso a Química sempre me pareceu uma manta de retalhos de explicações cruzadas e excepções. Só fazia sentido quando passava a ser Física.

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