Arquivo: Agosto de 2005

Nova Paixão

Tenho uma nova paixão. Se não me virem nos próximos dias é porque não consigo tirar as mãos de cima dela.

Primeiras Impressões da Suécia

Depois de uma viagem de carro com algumas paragens e de alguns dias em Estocolmo resolvi finalmente escrever qualquer coisa no blog. As fotos que tirei já estão nas galerias. E agora algumas frases soltas:

  • Os suecos não são tão certinhos como se julga. Coisas que já vi:
    • Carros a passar duplos contínuos.
    • Carros a passar vermelhos.
    • Peões a atravessar no vermelho.
    • Condução a mais de 150 km/h em auto-estrada com muita chuva.
    • Alguém a mijar contra uma montra
    • Lixo pelo chão
  • A sensação de segurança é completa.
  • As coisas não são assim tão caras. Os supermercados são só um pouco mais caros.
  • O país segue um modelo de território diferente. Anda-se 5 km para fora de Estocolmo e está-se no meio da floresta.
  • Quase toda a gente fala bom inglês.
  • As mulheres pintam o cabelo de preto.
  • Alto, magro e loiro é exagero.

O envelhecer do corpo

A vigésima segunda primavera já foi há algum tempo. Já me podiam ter felicitado por isso mais cedo. Mas só hoje será a minha vigésima segunda órbita completa.

Mais grave é perceber que já terá passado mais de um quarto do tempo que tenho e mais de um terço do tempo mais útil. Triste é reparar que o estou a passar aqui a contá-lo em vez de lá fora a vivê-lo. :)

Para acompanhar o envelhecer do corpo com o amadurecer da mente amanhã parto para Estocolmo em Erasmus. Mal me dê para isso o blog e as fotos passarão a ter secções sobre isso.

E agora, se me dão licença, tenho de me ir despedir da minha cidade. Não a verei por uns tempos.

O Bem e o Mal

Construímos morais e éticas, conceitos como liberdade e justiça. Como sociedade definimos o bem e o mal. Separamos claramente as coisas que sabemos que estão em cada um dos sacos e temos discussões sobre as que achamos que estão na dúvida. No entanto estes conceitos são arbitrários. Foram definidos por nós e não lhes encontramos uma base racional que não dependa de axiomas sem explicação.

Para exercitar o problema tentei encontrar uma explicação racional e fundamental para explicar porque é errado matar alguém. Note-se que eu não tenho qualquer dúvida que o é. O que procurei foi um raciocínio lógico que conduzisse a essa conclusão, tendo como premissas apenas as características que temos como certas do funcionamento do universo, sem usar nenhum dos axiomas aceites pela sociedade (e por mim). Não consegui e gostaria que alguém tentasse nos comentários deste post.

No entanto encontro uma explicação para porque é que acabamos por chegar a este estado. Uma espécie cuja sociedade não imponha estas regras restritivas ao seu funcionamento tenderá a autodestruir-se. Há uma selecção evolutiva que cria esta ética.

A não ser que alguém consiga um argumento convincente concluo que o bem e o mal existem porque são convenientes para a nossa sobrevivência como espécie. Isto pode parecer irrelevante e resolver o problema, mas levanta a questão de quão absolutas são as noções de bem, mal, justiça, liberdade, etc. Temos a tendência para as tomar como valores mais altos e indiscutíveis mas se não conseguimos um argumento que as fundamente, se a sua base é a conveniência para a espécie, então não são absolutos. Todos estes conceitos poderão ser avaliados caso a caso tendo em conta o benefício global e as decisões tomadas serão diferentes. Será que é mesmo assim?

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