Nova Paixão
Tenho uma nova paixão. Se não me virem nos próximos dias é porque não consigo tirar as mãos de cima dela.
Tenho uma nova paixão. Se não me virem nos próximos dias é porque não consigo tirar as mãos de cima dela.
Depois de uma viagem de carro com algumas paragens e de alguns dias em Estocolmo resolvi finalmente escrever qualquer coisa no blog. As fotos que tirei já estão nas galerias. E agora algumas frases soltas:
A vigésima segunda primavera já foi há algum tempo. Já me podiam ter felicitado por isso mais cedo. Mas só hoje será a minha vigésima segunda órbita completa.
Mais grave é perceber que já terá passado mais de um quarto do tempo que tenho e mais de um terço do tempo mais útil. Triste é reparar que o estou a passar aqui a contá-lo em vez de lá fora a vivê-lo. :)
Para acompanhar o envelhecer do corpo com o amadurecer da mente amanhã parto para Estocolmo em Erasmus. Mal me dê para isso o blog e as fotos passarão a ter secções sobre isso.
E agora, se me dão licença, tenho de me ir despedir da minha cidade. Não a verei por uns tempos.
Construímos morais e éticas, conceitos como liberdade e justiça. Como sociedade definimos o bem e o mal. Separamos claramente as coisas que sabemos que estão em cada um dos sacos e temos discussões sobre as que achamos que estão na dúvida. No entanto estes conceitos são arbitrários. Foram definidos por nós e não lhes encontramos uma base racional que não dependa de axiomas sem explicação.
Para exercitar o problema tentei encontrar uma explicação racional e fundamental para explicar porque é errado matar alguém. Note-se que eu não tenho qualquer dúvida que o é. O que procurei foi um raciocínio lógico que conduzisse a essa conclusão, tendo como premissas apenas as características que temos como certas do funcionamento do universo, sem usar nenhum dos axiomas aceites pela sociedade (e por mim). Não consegui e gostaria que alguém tentasse nos comentários deste post.
No entanto encontro uma explicação para porque é que acabamos por chegar a este estado. Uma espécie cuja sociedade não imponha estas regras restritivas ao seu funcionamento tenderá a autodestruir-se. Há uma selecção evolutiva que cria esta ética.
A não ser que alguém consiga um argumento convincente concluo que o bem e o mal existem porque são convenientes para a nossa sobrevivência como espécie. Isto pode parecer irrelevante e resolver o problema, mas levanta a questão de quão absolutas são as noções de bem, mal, justiça, liberdade, etc. Temos a tendência para as tomar como valores mais altos e indiscutíveis mas se não conseguimos um argumento que as fundamente, se a sua base é a conveniência para a espécie, então não são absolutos. Todos estes conceitos poderão ser avaliados caso a caso tendo em conta o benefício global e as decisões tomadas serão diferentes. Será que é mesmo assim?