Arquivo: Janeiro de 2005

Trabalhar para aquecer

A vantagem de usar um programa para ler RSS é que se conseguem ler muitos mais blogs em menos tempo. Mas isto só é uma vantagem se houver alguma coisa interessante para ler. Aqui vão alguns que acho interessantes:

  • Steve Pavlina - sobre desenvolvimento pessoal, gestão de tempo, coisas desse género.
  • Schneier on Security - sobre a segurança em geral, desde os computadores à segurança física.
  • Gaping Void - sobre publicidade e a forma de a fazer.
  • Gizmodo e Engadget - sobre gadgets tecnológicos variados

Há outros de que gosto muito mas que não coloquei aqui porque são muito conhecidos.

Mas o que me apetece mesmo dizer é que blogs como o barnabé, o Blogue de Esquerda ou O Acidental, mal valem o número de vezes que tenho de carregar na tecla de espaço para passar à frente os seus posts. São blogs sem ideias que todos os dias se esforçam por comentar levianamente as notícias imediatas. Não me chateia que cada um puxe para o seu lado e interprete as notícias da cor do seu partido. O que chateia é que não introduzam na discussão nada de original, e que não tomem nunca a iniciativa de discutir um assunto de fundo qualquer, como a Segurança Social ou o Serviço Nacional de Saúde.

Abusando da ferramenta retórica da sobre-generalização diria que que estes blogs estão a mostrar a tendência natural da evolução da nossa política. Evita-se discutir as questões e cada vez mais se fala mais alto. Quando leio estes blogs a impressão que me dão é que são uma grande sequência de gente a berrar aquilo que se fosse dito num registo normal não passava de uma trivialidade. Para quem gostar de física estes blogs fazem muita força mas o deslocamento é nulo pelo que não realizam trabalho. O que está muito em sintonia com os nosso partidos políticos e governos que estão há 20 anos a dizer que realizam ou vão realizar as "reformas estruturais".

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Devolução do CD

Cheguei agora da FNAC aonde fui devolver o CD do Palma que tinha protecção contra cópia. Depois de algumas explicações, aceitaram o CD e devolveram-me o dinheiro. Trataram-me correctamente e aconselharam-me a não comprar CD's daqueles porque teriam sempre o mesmo problema. O resultado final disto tudo é que eu tenho o álbum na mesma (versão pirata que alguém me deu) e a editora e o artista ficaram sem o dinheiro.

Já tinha havido alguns álbuns que não tinha comprado por terem este tipo de "protecção". A partir de hoje, sempre que quiser comprar um álbum e esteja nestas condições saco-o da Net. Quando estiverem interessados no meu dinheiro outra vez, tratem-me como uma pessoa honesta e não como um criminoso.

Já tinha escrito sobre isto antes quando saiu o álbum dos Placebo.

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Palma com protecção contra cópia

O "Norte" do Jorge Palma vem com protecção contra cópia. O que isto quer dizer é que o disco não segue o standard para o que deve ser um CD audio e que a qualquer momento pode não funcionar num qualquer leitor de CD's ou ficar irremediavelmente inutilizado com um pequeno risco.

Estas protecções são completamente idiotas porque só servem para chatear as pessoas que compram álbuns. Se quisesse sacar o álbum da net tê-lo-ia feito facilmente, porque basta que uma pessoa quebre a protecção para que todas tenham acesso ao álbum.

Não comprei os últimos CD's dos Clã e dos Placebo por causa disto e só comprei o "Norte" porque não reparei. A cópia pirata do CD que alguém me fez depois de sacar o álbum da Net é bem mais funcional que o CD pelo qual paguei 17,95€...

Comprei mais dois CD's do Palma e um de Madredeus. Esta questão faz-me apetecer não ter comprado nenhum deles. É isto que faz a protecção contra cópia, empurra-me para esquecer o mau serviço que fazem as editoras e para obter a minha música da Net.

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Palma de novo

Jorge Palma - Norte - Valsa dum homem carente

Se alguma vez te parecer
ouvir coisas sem sentido
não ligues, sou eu a dizer
que quero ficar contigo
e apenas obedeço
com as artes que conheço
ao princípio activo
que rege desde o começo
e mantém o mundo vivo

(...)

Parece bom. Tenho de ouvir melhor.

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Estranhos hábitos editoriais

O tema estranho de hoje são as coisas estranhas que se descobrem numa editorial ou casa de fotocópias.

A primeira coisa estranha acontece quando está tudo com o seu ticket na mão, à espera da sua vez. As pessoas esperam junto ao balcão quando ainda faltam dez números para o seu. Reparo sempre nisto quando estou encostado a uma parede qualquer e resolvo aproximar-me do balcão porque o meu número é o seguinte. Desde que esteja bastante gente à espera, tenho dificuldade. Tendo em conta que o balcão devia servir para eu abrir o saco e tirar de lá as 500 impressões para encadernar que trago ou coisa do género, isto é uma coisa que me causa transtorno. Reeditando um clássico do Herman José (do tempo em que tinha piada): Quero desde já deixar aqui um apelo...

A segunda coisa estranha é a maneira como se vestem os reparadores de fotocopiadoras. Vestem-se bem demais, fato e gravata. Eu não percebo nada da maneira como funciona uma fotocopiadora, mas imagino que há 100 ou 200 sítios numa daquelas fotocopiadoras gigantes aonde uma gravata pode prender-se e dez vezes mais sítios de onde saiam coisas que sujem qualquer fato. Não vejo a justificação para o tipo não estar de calças de ganga ou fato de macaco. O sindicato dos reparadores de fotocopiadoras devia ter em atenção o perigo para os seus sindicalizados e tomar medidas.

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