Gritos mudos
Há dias em que apetece gritar, mas não sei oquê. Que coisa tão primitiva.
Há dias em que apetece gritar, mas não sei oquê. Que coisa tão primitiva.
Esta semana e a próxima estão dedicadas a fazer o trabalho de Gestão de Empresas. O trabalho consiste em analisar uma empresa segundo o que aprendemos nas aulas (que não foi muito). Cada grupo arranja a sua empresa, entrevista os gestores e faz uma apresentação e um relatório.
O que me impressiona em tudo isto é que não parece haver nenhuma ferramenta rigorosa para produzir algumas conclusões intermédias por um processo repetível. Uma ferramenta que possa ser aplicada a trinta empresas diferentes ou à mesma empresa por trinta pessoas de forma mecânica. Quando escrevo relatórios destes estou sempre com a impressão que vou das conclusões que quero tirar para os dados, e que se quisesse concluir outra coisa qualquer conseguia, com mais ou menos esforço.
O chato nisto tudo é que põe a qualidade da gestão como ciência ao nível da da astrologia. Como não tenho qualquer dúvida que tem mais mérito que isso, era preciso que muito disto fosse tipificado. Tanto na produção, como nos recursos humanos, como na gestão financeira é perfeitamente possível inventar um teste que cubra uma percentagem razoável do total de cada área e que se aplique a uma grande parte das empresas, servindo para comparar umas com as outras com critérios objectivos.
É óbvio que uma análise precisa fazer mais do que isto. E é óbvio que é preciso saber interpretar os resultados do hipotético teste, mas parece-me que seria fácil fazer uma coisa do género do Joel Test para a gestão. A única razão porque não aconteceu ainda* será a de que os gestores não têm esse espírito muito engenheiro de tentar obter umas regras simples, muitas vezes vindas directamente do topo do joelho, para julgar as coisas. Regras que são úteis porque como são pouco ambíguas servem para resolver o caso em 90% das situações. Assim só é preciso inteligência para 10% dos casos. Esta é mesmo uma grande diferença entre a engenharia e a física e a matemática. A procura de soluções que cortam umas esquinas e uns pontos aguçados, mas servem na maioria dos casos.
* ou aconteceu e eu não sei
Devido a grande pressão pública e privada para que escreva qualquer coisa, aqui vai...
Está naquela altura do ano (não sei se costuma ser nesta altura) em que vemos com que browsers é que vocês acedem a esta página. Olhando só para as estatísticas deste mês, vemos isto:
| User Agent | Percentagem |
|---|---|
| msnbot/0.3 | 67.78% |
| MSIE 6.0 | 15.08% |
| Googlebot/2.1 | 15.08% |
| Mozilla/5.0 | 3.20% |
| MSIE 5.0 | 2.31% |
| NetNewsWire/2.0b6 | 1.88% |
Vendo isto pode-se concluir que: